Hoje em conversa com colega de profissão recuei uns 8 anos, a uma situação específica em que trabalhávamos na mesma instituição e o sentimento que tomou conta de mim não o consigo apelidar , não foi raiva, não foi inveja, não foi coitadismo, não sei mesmo o nome, só lhe chamei "foi o que teve de ser" porque realmente quando sentimos que fomos lixados por um alguém que não gostava de nós e que conseguiu a todo o custo que o contrato não fosse renovado alegando problemas financeiros apesar de todos os feedbacks positivos e elogios que o nosso trabalho teve, sem querer surge o pensamento "poderia estar ali ainda hoje" ou "aquele lugar que x tem hoje era o meu", deixa uma amargo de boca, deixa pois.
E continuo sem saber o que lhe chamar.... Crescimento? Talvez se encaixe.
Mas ao longo destes anos têm acontecido umas assim do género, e mesmo que não queira ligar há sempre momentos em que o sinto como filha-da-putice-ao-mais-alto-nível.
Não me orgulho de o sentir mas não vou negar que já o senti. Principalmente ao nível do trabalho.
Deve ser o karma... Se não é karma é qualquer coisa do género que precisa de ser resolvida a nível do superego ou assim... não sei mas algo é.
Isto tudo leva-me a uma outra conversa também recente com um conhecido sobre a minha pessoa, em que depois de dizer que sou aérea mas boa pessoa (??) que não sei o que quero ao contrário de uma amiga minha que sabe bastante bem o que quer.
Sobre tal "avaliação" só pensei, as mulheres quando querem enganar um homem sabem mesmo fazê-lo muito bem... porque realmente nem conhece uma nem tão pouco a outra. Mas enfim... adiante.
Esta conversa acabou por ecoar na minha memória e dava por mim a pensar sobre isto.
Idiota eu sei, mas já não era sobre a opinião dele mas sim se realmente seria eu aérea e não soubesse o que queria. E se é esta a impressão que passo a quem pouco me conhece ou melhor, a quem pouco ou nada sabe sobre minha vida.
Mas... realmente não me importa.
Da minha vida sei eu. Os meus sapatos sou eu que os calço e ando com eles.
Ser aérea é bom. Vejo o céu, sinto a brisa, toco as nuvens.
Não saber o que quero também não é mau. Pois posso não saber o que quero, mas sei o que não quero. Então tudo o que vier fora da lista "não obrigada" pode ser lucro e encaixar-se na lista "quero"! E já há muito que sei que não quero pessoas que me tentam rebaixar ou meterem-se na minha vida sem convite.
Outra coisa que também sei é que ter trabalho, ou dinheiro para gastar em luxos ou vícios ou só porque sim, ou uma relação amorosa mesmo que não plena, ou ser mãe/pai, nenhuma delas nem o conjunto delas é sinónimo de maturidade ou de se saber o que se quer realmente da vida.
Mas isto é o que eu sei, que nada sei.
p.s.: É mais uma das coisas que sei... shiuuuu
Nós, os seres humanos mulheres, somos um bicho curioso de se observar.
Não se tem assim uma experiência enorme mas estes 32 anos já contam com algumas engraçadas.
Sempre fui observadora e cada vez sou mais. Temos dois olhos e dois ouvidos e uma só boca por alguma razão certo?... pois!!
O tema é assim vasto e dá panos para mangas, mas... vamos com calma que temos tempo. Vamos falando sobre o assunto.
A necessidade de mudar após uma separação ou terminar uma relação.
Ao inicio dói. Olhar e ver o outro ainda ali sem já estar. Ouvir. Sentir. Faz confusão! Olhamos para trás, confirmamos se não estará mesmo, talvez no outro quarto?... mas não não está.
Vem a tristeza, a mágoa, o choro compulsivo, o silêncio, as lágrimas novamente umas vezes mais controladas outras nem por isso. A saudade. O não estar e querer muito que estivesse... o chorar já sem lágrimas mas choro na mesma...
Depois começa a ser substituído por incómodo. Olhamos e tudo nos aborrece, irrita, tira do sério! Aqueles sítios que dantes olhava e sentia saudade agora têm o poder de mexer com as entranhas!...
E dá-se a revolução! Seja apenas mudar a capa da almofada ou toda uma mudança na casa onde paredes podem chegar a ir abaixo e outras divisões surgir! Não se sossega até que quando se olhe se veja, se sinta uma paz, uma tranquilidade, uma aceitação ou inicio de aceitação.
Esta mudança normalmente também se estende a nós mesmas. O corte, a cor de cabelo. Uma mudança de visual, seja começar a usar bâton, seja adoptar um look mais discreto, seja o que for apenas nos tem de fazer sentir "novas", nós mesmas com a idade que temos mas banhadas numa fonte da juventude da aura! Parecemos outras sendo nós mesmas. É o ir ao cabeleireiro, ao spa, à manicure, ao supermercado, ao shopping novamente depois do exílio! Até porque benza deus!! parece-se um monstro horroroso!
E assim vamos andando a pensar que já estamos bem, que nos curámos, que estamos prontas para o mundo!!
Mas não estamos não. Isto é ainda o começo. E normalmente este começo aqui descrito é algo para durar uns bons meses, ou até um ou dois anos. E não, não estou a exagerar.
Porque depois desta mudança exterior vem outra crucial mas que só damos por ela quando menos esperamos, quando achamos que podemos voltar a amar outra pessoa... Eh lá!! "amar"???... isso é muito forte!!... ah pois é! é aqui que vimos a tal mudança que até então já se dizia atingida... mas que claramente ainda está na fase "passinhos de bebé".
A pouco e pouco e fazendo muita ( muitaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa mesmo) asneira merda é que ela vai sendo e tornando-se aquilo que tem de ser.
Magoamos quem não queremos, magoamos a nós mesmas mas eventualmente tudo começa a andar com passos mais firmes e convictos.
Quando a lembrança seja porque se encontrou um antigo bilhete, ou uma flor seca. ou se partiu um castiçal (ainda se usam??) que fazia conjunto com aquele outro que foi partido acidentalmente por a outra pessoa não te tremer o passo então, ah mulher valente!!! então sim a etapa final está a chegar ao fim.
O que vem depois... veremos.
A sério que é isso do homem ideal?
Uma pessoa já se cansa com estas coisas de gaja. Conhece-se um espécime do género oposto e volta não vira vem aquela ideia... será este? Já não se aguenta!
Não era mais fácil ter assim uma luzinha? Estão a ver os pirilampos? Era isso! Uma luz.
Mas não vai acontecer pois não?!...
A experiência não é assim tão longa, mas ao fim de uns relacionamentos anda-se em introspecção. E a questão começa a ser, ok a situação é a mesma, as pessoas são diferentes excepto eu e o resultado é o mesmo?!... Pois.
Finalmente senti aquele click do há coisas que tenho de fazer diferente, posso continuar a ser eu mas com alguns ajustes.
Seja com luzinha ou sem ela. Mas com certeza com muito mais maturidade e mais aceitação.
Daquelas verdades mesmo mesmo verdadeiras!!!
By Sofia B. - abril 17, 2014
Acabei de ler aqui esta grande, enorme, gigantesca verdade!!
É que é mesmo! Uma gaja até desculpa tudo (ou praticamente tudo) mas amar em banho-maria é que não! Essa coisa do "nim" é para lá de paciência de santa...
Homens, não sejam pussy!
É que é mesmo! Uma gaja até desculpa tudo (ou praticamente tudo) mas amar em banho-maria é que não! Essa coisa do "nim" é para lá de paciência de santa...
Homens, não sejam pussy!
Oh pá e eu que gosto tanto que me tirem o Norte e todos os outros pontos cardeais todos, mas não assim! Não assim senhor!!! Não é assim que se faz!
Não se manda uma mensagem a dizer "olá" e só passadas horas e horas é que se manda outra a perguntar "o que se faz"...
Nã nã! alguém te explicou mal a lição sobre "Como manter uma mulher interessada".
A continuares assim vais receber uma resposta engraçada num futuro próximo.
Não se manda uma mensagem a dizer "olá" e só passadas horas e horas é que se manda outra a perguntar "o que se faz"...
Nã nã! alguém te explicou mal a lição sobre "Como manter uma mulher interessada".
A continuares assim vais receber uma resposta engraçada num futuro próximo.






