Já há uns tempos que não andava por aqui, não foi esquecimento também não foram férias apenas não foi, não aconteceu.
Quem por aqui anda, mesmo que pouco que de facto não é um blog diário, sabe que para além de não ser diário também não é um blog "pipi" daqueles assim floreados e onde parece que a vida é perfeita. É apenas a minha e por vezes a vontade de escrever aqui acaba por ser menor porque acho que me confronto com algo que não quero aceitar ou reagir. Como se ao escrever fosse a confirmação da realidade.
Mas assim resumidamente estes dias foram de encontros, desencontros, decisões e mais decisões, deixar ir, descobrir que nem sempre o que queremos é o que nos faz feliz, que mesmo para amar temos de ser racionais, que se temos sonhos temos de os seguir mesmo quando a oportunidade vem fora de horas.
E este fora de horas é essencialmente a hora certa. Não a que gostaríamos mas sim a certa, aquela em que tem de acontecer. E ai ou é ou não é.
É o comum não é?! Ou não acontece ou quando acontece é rápido, fugaz, brutal.
E pronto. É isso. Foi.
Quem por aqui anda, mesmo que pouco que de facto não é um blog diário, sabe que para além de não ser diário também não é um blog "pipi" daqueles assim floreados e onde parece que a vida é perfeita. É apenas a minha e por vezes a vontade de escrever aqui acaba por ser menor porque acho que me confronto com algo que não quero aceitar ou reagir. Como se ao escrever fosse a confirmação da realidade.
Mas assim resumidamente estes dias foram de encontros, desencontros, decisões e mais decisões, deixar ir, descobrir que nem sempre o que queremos é o que nos faz feliz, que mesmo para amar temos de ser racionais, que se temos sonhos temos de os seguir mesmo quando a oportunidade vem fora de horas.
E este fora de horas é essencialmente a hora certa. Não a que gostaríamos mas sim a certa, aquela em que tem de acontecer. E ai ou é ou não é.
É o comum não é?! Ou não acontece ou quando acontece é rápido, fugaz, brutal.
E pronto. É isso. Foi.
...de pancadinhas nas costas,
de me passarem a mão pelo pêlo,
de falsas promessas de promessas que não passam de promessas,
de dar tudo e receber merda,
de queixumes e da arte de queixar sem porquês,
de encontrar sempre solução para os problemas dos outros e os meus que se acumulem e se enleiem todos,
de pensar em todos menos em mim,
de deixar que me magoem,
de ter a vida como que suspensa numa linha quase a partir.
Gosto de vir aqui e reler o que escrevi noutras ocasiões. É uma espécie de terapia. Faz-me bem.
A propósito disso deparei com este post (ver aqui, exactamente aqui!) e ocorreu-me que já posso fazer alguns vistos em alguns tópicos, noutros... ainda nem comecei.
Comecei a praticar mais desporto mas não é com a regularidade que gostaria; hobbys novos...jardinagem forçada conta?!; vamos passar a parte das férias sim!; ler/escrever não tanto quanto gostaria mas para variar ando com 2 livros começados; curso/workshop não houve ainda oportunidade financeira; tem-se aproveitado o tempo sim, espremendo assim acho que umas vezes melhor outras só me apetece dar choques a mim mesma; prazos... pois...a melhorar!; cuidar mais e melhor de mim leva um grande visto porque aqui tenho aplicado muito do tempo e disponibilidade financeira e sim já era necessário e sim está a fazer toda a diferença; mais uma tattoo é verdade; cozinhar mais... também se confirma e cada vez mais da forma como gostaria; as bichinhas é que não têm estado comigo e tenho umas saudades delas de partir o coração...; tempo de qualidade, diria que sim tenho conseguido aproveitar e desfrutar mas sim também é para melhorar; isto do deitar fora... não tem sido fácil mas tem ido... actualmente anda-se em grandes mudanças aqui por casa, a dar imensas coisas que já não uso ou não me identifico, talvez assim o resto flua mais facilmente; assertividade e resiliência será algo a trabalhar durante toda a vida certo?!; Amor... apesar de tudo e espantosamente continuo a amar, amar a vida, a família, os amigos, os outros. Continuo a sentir-me apaixonada por a vida, sei que com menos intensidade e sofreguidão mas ainda assim apaixonada.
E o porquê de isso ser importante para mim? Porque no início do ano coloquei uma meta a mim mesma que no máximo até Junho já teria algumas coisas resolvidas/terminadas/encaminhadas. E Junho passou... e não atingi a meta. E é daquelas coisas que basta apenas acontecer uma coisa para que tudo mude para melhor. Tenho andado aqui a "preparar terreno" e a aguardar porque tenho andado a fazer tudo o que posso mas... essa "coisa" não vem.
E começo a pensar se realmente ando mesmo a fazer tudo de tudo para fazer acontecer. Porque embora não esteja totalmente dependente de mim mas tenho de criar as condições. E questiono-me do que ando a fazer menos bem, ou que não ando a fazer.
Será que tenho ainda de dar mais de mim? Será que tenho de descer ainda mais para poder subir para onde quero?
Tenho tanto para dar e há alturas em que só vejo o tempo a passar.
4 meses.
Tão pouco tempo que passou mas parece uma eternidade.
Só hoje te chorei. Só hoje consegui.
Sinto a tua falta todos os dias. penso em ti todos os dias, mas só hoje te chorei. As lágrimas apareceram com tamanha força que não deu para conter, para esconder.
Foram os meses mais difíceis destes meus 31 anos, e sabes bem que cedo comecei a perder quem amava. Acho que foi por isso que me ensinaste a ser forte, racional. E foi com essa força que no momento de nos despedirmos agarrei a avó, a mãe, o tio e a mana. Questiono-me onde a arranjei, como consegui naquele momento não desabar e ampara-los aos quatro.
Mas hoje... hoje não consegui. Hoje foste tu que me amparaste.
Escolhi ficar por perto e não me arrependo. Mas sem me aperceber também afastei pessoas que gostava e que gostavam de mim.
E hoje não foi excepção...
Acreditei que estava pronta a caminhar depois desta mudança de rumo, mas a verdade é que estou mais magoada, assustada, do que pensava. Para evitar perder mais tarde, afasto assim que sinto uma maior proximidade emocional.
Sim, não faz sentido. Mas é o que acontece.
Embora a tua perda tenha sido diferente, foi mais uma. Foi a maior. É a que tem doído mais por ser irreversível, por não poder nunca mais ouvir-te chamar-me Loquinhas, por nunca mais rirmos juntos com as tuas aventuras de juventude, por nunca mais me pedires para apertar os parafusos ou pregar os pregos que tu já não vês.
Oiço o teu rir, o teu gargalhar por a casa. Oiço chamares-me para te levar o saco da água quente ou para ir ouvir uma notícia que achas que me interessa.
Hoje oiço-te.
Tento não pensar muito na tua dor, pois ainda aumenta mais a minha. Sei que estou a ser egoísta por querer que ficasses, sei que é apenas o corpo. Mas é no corpo que sentia o teu abraço.
Sempre me senti pequenina ao pé de ti, até mesmo quando era em mim que te apoiavas para andares, mas era sempre aquela menina que tinha um orgulho imenso por ter o avô que tinha.
Nunca te perguntei se tinhas orgulho em mim... Gosto de pensar que tinhas.
Nestas coisas esquecemos os momentos menos bons, sei que eras um bom homem, defendias os teus ideais, querias sempre mais e melhor para ti e para os teus, eras rígido com regras, transmitias uma sabedoria enorme tanto com criatividade como com conhecimento.
Nunca me vou esquecer do que aprendi contigo...
Nunca te vou esquecer avô.
Obrigada.
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E eu... só tenho de voltar a caminhar.
Espero que percas o medo de andar, seja qual for o caminho.


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