Nós, os seres humanos mulheres, somos um bicho curioso de se observar.
Não se tem assim uma experiência enorme mas estes 32 anos já contam com algumas engraçadas.
Sempre fui observadora e cada vez sou mais. Temos dois olhos e dois ouvidos e uma só boca por alguma razão certo?... pois!!
O tema é assim vasto e dá panos para mangas, mas... vamos com calma que temos tempo. Vamos falando sobre o assunto.
A necessidade de mudar após uma separação ou terminar uma relação.
Ao inicio dói. Olhar e ver o outro ainda ali sem já estar. Ouvir. Sentir. Faz confusão! Olhamos para trás, confirmamos se não estará mesmo, talvez no outro quarto?... mas não não está.
Vem a tristeza, a mágoa, o choro compulsivo, o silêncio, as lágrimas novamente umas vezes mais controladas outras nem por isso. A saudade. O não estar e querer muito que estivesse... o chorar já sem lágrimas mas choro na mesma...
Depois começa a ser substituído por incómodo. Olhamos e tudo nos aborrece, irrita, tira do sério! Aqueles sítios que dantes olhava e sentia saudade agora têm o poder de mexer com as entranhas!...
E dá-se a revolução! Seja apenas mudar a capa da almofada ou toda uma mudança na casa onde paredes podem chegar a ir abaixo e outras divisões surgir! Não se sossega até que quando se olhe se veja, se sinta uma paz, uma tranquilidade, uma aceitação ou inicio de aceitação.
Esta mudança normalmente também se estende a nós mesmas. O corte, a cor de cabelo. Uma mudança de visual, seja começar a usar bâton, seja adoptar um look mais discreto, seja o que for apenas nos tem de fazer sentir "novas", nós mesmas com a idade que temos mas banhadas numa fonte da juventude da aura! Parecemos outras sendo nós mesmas. É o ir ao cabeleireiro, ao spa, à manicure, ao supermercado, ao shopping novamente depois do exílio! Até porque benza deus!! parece-se um monstro horroroso!
E assim vamos andando a pensar que já estamos bem, que nos curámos, que estamos prontas para o mundo!!
Mas não estamos não. Isto é ainda o começo. E normalmente este começo aqui descrito é algo para durar uns bons meses, ou até um ou dois anos. E não, não estou a exagerar.
Porque depois desta mudança exterior vem outra crucial mas que só damos por ela quando menos esperamos, quando achamos que podemos voltar a amar outra pessoa... Eh lá!! "amar"???... isso é muito forte!!... ah pois é! é aqui que vimos a tal mudança que até então já se dizia atingida... mas que claramente ainda está na fase "passinhos de bebé".
A pouco e pouco e fazendo muita ( muitaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa mesmo) asneira merda é que ela vai sendo e tornando-se aquilo que tem de ser.
Magoamos quem não queremos, magoamos a nós mesmas mas eventualmente tudo começa a andar com passos mais firmes e convictos.
Quando a lembrança seja porque se encontrou um antigo bilhete, ou uma flor seca. ou se partiu um castiçal (ainda se usam??) que fazia conjunto com aquele outro que foi partido acidentalmente por a outra pessoa não te tremer o passo então, ah mulher valente!!! então sim a etapa final está a chegar ao fim.
O que vem depois... veremos.
... calma! Muitaaaaaaaaaaaa calma! Não cortei pulsos nem estou a deprimir. Nada disso. Saiu. Apenas isso. Apeteceu escrever sobre isso e saiu aquilo.
Basicamente é muito o que se passa comigo mas que também sei que se passa ou passou ou vai passando com alguns amigos meus e ouso dizer que também com todas as pessoas.
Todos nós, em algum momento da nossa vida, já tivemos de pisar com bastante força no pedal do travão quando o que queríamos era estar a pisar o do acelerador, e fica-se com aquela comichão no pé que não pisou o pedal que tanto queríamos.
É isto. É ir vivendo mas estar sempre a carregar no travão. É sentirmos o carro a engasgar-se com a mudança de velocidade brusca e quase quase que pará.
E muitas vezes pára mesmo.
Muitas vezes tem mesmo de parar.
Parece frase batida mas tudo tem aquele tempo, aquele momento certo para ser.
E naquele momento em que nos enfurecemos, fúria essa que pode durar mesmo muito, não conseguimos ver o que ali está diante!
Ah! os "se"!!....
TRETAS!!! Se... nada! Se a minha avó tivesse rodas era um avião!!
É o que é pronto.
Há que aprender a travar. Há que aprender a acelerar. Há que aprender a fazer ponto-morto. Há que aprender a fazer todas as manobras da vida. Isso é viver.
Sobre o estar parado e querer avançar e por motivos de que ordem forem não se consegue avançar... só posso dizer aquilo que digo a mim mesma depois de estrebuchar (e cada vez estrebucho menos porque já sei que nem vale a pena!)... aprecia a paisagem! Algo de bom tem de existir e há sempre, nós é que temos o hábito de o não querer ver.
Por isso...
Aprecia a paisagem*
p.s.: O que tem imagem a ver com texto? perguntam vocês.
Nada! Absolutamente nada! Só para distrair que o tema é pesado.
Ah e também pode servir para a parte do apreciar a paisagem, ou... ou para ideias que tenham na parte da violência e orgasmos e... coiso... cenas! Bem... apeteceu tá! Quem não gosta vê só o texto!
:)
Esta vivência terrível
Esta quase vivência
Porque vivência não chega a ser
É esta coisa pastosa que se cola a nós
Que por mais que nos afastemos e escondamos
Mais pastosa fica
... Medo.
Todos já o sentimos
E até que ponto não o temos agora colado a nós?
Admito...
Está de tal forma que quase me impede de caminhar
De me mexer
Quase que não respiro
Quase que não vivo
E fico-me pelos "quase"
Viver no "quase" é pior que viver a errar
A errar sempre vivo
No "quase" apenas quase que vivo
Vivo a plenitude do medo
Aqui já não há quase
No medo é só medo.
Esta quase vivência
Porque vivência não chega a ser
É esta coisa pastosa que se cola a nós
Que por mais que nos afastemos e escondamos
Mais pastosa fica
... Medo.
Todos já o sentimos
E até que ponto não o temos agora colado a nós?
Admito...
Está de tal forma que quase me impede de caminhar
De me mexer
Quase que não respiro
Quase que não vivo
E fico-me pelos "quase"
Viver no "quase" é pior que viver a errar
A errar sempre vivo
No "quase" apenas quase que vivo
Vivo a plenitude do medo
Aqui já não há quase
No medo é só medo.
Ontem quando vim dar umas vistas pelo blog e face vi estas imagens e pensei "caramba aqui está a tua motivação para começares a mexer mais o esqueleto e ires fazer uma ginástica ou algo que te deixe as pernas assim!!", ainda estive para escrever por aqui sobre o quanto acho que esta jovem está lindérrima e toda ela parece transbordar saúde e alegria mas o sono, esse maldito não deixou.
Hoje pensei, de hoje não passa que "isto" (com todo o respeito pois claro!) merece que se fale e não se deixe passar em branco. Pois bem que surpresa vejo que outras pensaram o mesmo que eu... só que ao contrário!! WHAT??? Verdade! "ah e tal está muito gorda e pouco definida e quê"?!.... Really?! Tomara eu ter aquela definição abdominal e ao sorrir transmitir assim tão boa vibe!
Daqui para a inveja mas mais especificamente toda a pressão da sociedade para corpos/atitudes/visuais estereotipados é um pulinho!...
Eu adoro o meu corpo, sei que poderia ter um pouco mais cuidado em certas coisas sim mas caramba, dizer que está gorda só porque não é de conhecimento público neste tipo de desfiles mulheres mais curvilíneas desfilarem ou até por inveja é abuso.
Mais cheinhas mais magrinhas devíamos aceitar como cada qual é. Tanta mulher mais cheinha que não consegue emagrecer e porque acha também que tem de emagrecer para ser aceite... tanta mulher mais magrinha que sofre porque não consegue engordar e todos dizem que sorte que ela tem por ser assim quando ela mesma gostaria de vestir mais dois números acima.
E acaba por ser um ciclo vicioso este da pressão da sociedade... Mas a sociedade somos nós! Se nos deixarmos de preconceitos e aceitarmos cada qual como é não seriamos mais felizes e sem tanta pressão?! Óbvio que a resposta é positiva.
Entretanto partilho aqui o post da Jessica Athayde que mais do que uma resposta ao acontecimento é mesmo uma visão sobre estes estereótipos.
Temos de ser e nos assumir o que somos Mulheres à seria, Mulheres Reais.
Este ano pela primeira vez não irei receber às 10 horas o teu telefonema e ouvir-te chamares-me Loquinhas...




