Não sei mesmo, a sério que não!

By Sofia B. - dezembro 11, 2013


 
Sei que este "grito" vai ser mudo, pois nada mudará depois de escrever este texto, acho que nem sequer uma réstia de alívio encontrarei, mas talvez, apenas talvez me impeça de me passar de vez, de desistir de vez.

Estou fartinha destas frases e conselhos feitos, algo do género: tudo vai melhorar vais ver, deixa lá vais conseguir, pois isto com a crise está mau... e coisas fofinhas assim.

Bem sei que é uma forma de animar, de conforto, mas para mim não há conforto algum nestas frases!

Quase que estrangulo alguém quando me dizem que tenho de arriscar, ou que tenho de ser forte. A sério??!... Arriscar??! Forte?... Pois não me devem conhecer mesmo e muito menos a minha história, quer passada quer presente.

Não me lembro de ter uma vida "fácil" ou uma vida na qual não tivesse de lutar. Sem me vitimizar porque isso também nunca foi o meu forte, mas desde bem novinha que tenho de ser forte e se não arrepio caminho mais ninguém o faz por mim.

E mesmo perante esta viagem ao passado que faço não entendo como, como é que neste momento estou como estou?! Não consigo entender o que fiz mal, onde errei tanto para agora a única solução ser sobreviver, não viver, apenas sobreviver.

Será que fiz mal ter seguido a consciência e os meus valores profissionais? Será que fiz mal quando achei ser o momento para colocar um pouco de parte o trabalho e apostar numa família que não chegou a ser? E porque é que agora não consigo erguer-me e continuar caminho?

Como é que posso arriscar se não tenho nada a arriscar nem como arriscar?

Sinto mesmo que tem sido apenas o manter-me à superfície o tempo necessário para não afogar de vez. Mas também sinto que cada vez mais permaneço debaixo de água, sem força para continuar a boiar, sem força para vir respirar.

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2 comentários

  1. Há uns tempos, alguém defendeu que devido à gravidade, nunca boiamos ou flutuamos... Estamos em permanente queda!
    As tuas palavras encontram semelhanças em muito do que já vivi e muito do que por vezes sinto... A força está cá e realmente não preciso de palmadas nas costas acompanhadas por um "força!"... Preciso é de linhas e tecido, para forjar um pára-quedas.

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    1. A gravidade... essa força inevitável...
      É muito isso sim, força tenho, sonhos tenho, mas matéria para os realizar é que escasseia... É como querer fazer mas estares atado e sem possibilidade de por ti conseguires desamarrar.

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