Não sabendo já sei alguma coisa

By Sofia B. - dezembro 02, 2014

Hoje em conversa com colega de profissão recuei uns 8 anos, a uma situação específica em que trabalhávamos na mesma instituição e o sentimento que tomou conta de mim não o consigo apelidar , não foi raiva, não foi inveja, não foi coitadismo, não sei mesmo o nome, só lhe chamei "foi o que teve de ser" porque realmente quando sentimos que fomos lixados por um alguém que não gostava de nós e que conseguiu a todo o custo que o contrato não fosse renovado alegando problemas financeiros apesar de todos os feedbacks positivos e elogios que o nosso trabalho teve, sem querer surge o pensamento "poderia estar ali ainda hoje" ou  "aquele lugar que x tem hoje era o meu", deixa uma amargo de boca, deixa pois. 
E continuo sem saber o que lhe chamar.... Crescimento? Talvez se encaixe.
Mas ao longo destes anos têm acontecido umas assim do género, e mesmo que não queira ligar há sempre momentos em que o sinto como filha-da-putice-ao-mais-alto-nível.
Não me orgulho de o sentir mas não vou negar que já o senti. Principalmente ao nível do trabalho.
Deve ser o karma... Se não é karma é qualquer coisa do género que precisa de ser resolvida a nível do superego ou assim... não sei mas algo é.

Isto tudo leva-me a uma outra conversa também recente com um conhecido sobre a minha pessoa, em que depois de dizer que sou aérea mas boa pessoa (??) que não sei o que quero ao contrário de uma amiga minha que sabe bastante bem o que quer.
Sobre tal "avaliação" só pensei, as mulheres quando querem enganar um homem sabem mesmo fazê-lo muito bem... porque realmente nem conhece uma nem tão pouco a outra. Mas enfim... adiante.
Esta conversa acabou por ecoar na minha memória e dava por mim a pensar sobre isto.
Idiota eu sei, mas já não era sobre a opinião dele mas sim se realmente seria eu aérea e não soubesse o que queria. E se é esta a impressão que passo a quem pouco me conhece ou melhor, a quem pouco ou nada sabe sobre minha vida.
Mas... realmente não me importa.
Da minha vida sei eu. Os meus sapatos sou eu que os calço e ando com eles.
Ser aérea é bom. Vejo o céu, sinto a brisa, toco as nuvens. 
Não saber o que quero também não é mau. Pois posso não saber o que quero, mas sei o que não quero. Então tudo o que vier fora da lista "não obrigada" pode ser lucro e encaixar-se na lista "quero"! E já há muito que sei que não quero pessoas que me tentam rebaixar ou meterem-se na minha vida sem convite.
Outra coisa que também sei é que ter trabalho, ou dinheiro para gastar em luxos ou vícios ou só porque sim, ou uma relação amorosa mesmo que não plena, ou ser mãe/pai, nenhuma delas nem o conjunto delas é sinónimo de maturidade ou de se saber o que se quer realmente da vida.
Mas isto é o que eu sei, que nada sei.


p.s.: É mais uma das coisas que sei... shiuuuu


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